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24/11/2009

Do mega ao nano: Open innovation e conexões improváveis


Publicado em 2 de Outubro de 2009 às 14:07 por Felipe Matos.


Um dos mais fascinantes conceitos trazidos a reboque do tema inovação aberta, ou open innovation, são as chamadas “conexões improváveis” que podem surgir quando se abrem as portas de uma empresa ou instituição para idéias e soluções tecnológicas externas.
Na UFRGS, em Porto Alegre, um caso interessante uniu áreas aparentemente desconexas: Astrofísica e Engenharia de Alimentos.
Tudo começou quando o professor de Astrofísica Horário Dottori observou imagens microscópias de microtoxinas, que ficam fluorescentes pela ação de um corante reagente. Ele percebeu que a imagem era muito parecida com a de um campo estrelado no céue que poderia usar técnicas de fotometria astronômica para medir a fluorescência destas toxinas, algo que era um problema na área da Toxicologia.

A nova abordagem, que trouxe metodologia do universo “mega” ao “nano” aumentou muito o nível de visualização das microtonixas. Análises que antes eram feitas manualmente e de forma qualitiativa e subjetiva, foram automatizadas com ajuda de softwares de computadores - os mesmos que medem a luz das estrelas espaciais. Essa nova técnica tornou viável o desenvolvimento de uma metodologia confiável de análise quantitativa destas toxinas. Os benefícios são notáveis, em comparação ao método tradicional, permitindo um nível de precisão 10 vezes maior, o que já gerou interesse de empresas de alimentos, que já trabalham em parceria com a universidade para realizar as análises toxicológicas de seus produtos.
Esse caso só confirma a idéia de que abertura para intercâmbios outras áreas de conhecimento pode gerar inovações até então impensadas. No caso da UFRGS, o Astrofísico Horácio só teve às imagens de microtoxinas, por ser marido da Farmacêutica e profa. Isa Beatriz Noll. Promover sistematicamente estes intercâmbios, abrindo desafios tecnológicos e estimulando surgimento de propostas de soluções que venham de fora deve fazer com que eventos como esse ocorram com mais frequência
Será que esse é um caminho viável como alavanca de inovação? Veja o vídeo, conheça a história e diga o que você acha nos comentários.

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