ESTE BLOG PRETENDE ABORDAR OS DIVERSOS TEMAS RELACIONADOS À SAÚDE DE FORMA SIMPLES, DIRETA E ABRANGENTE.

25/11/2009

O QUE É OSTEOPATIA

A Osteopatia é um sistema de cuidados com a saúde, que se utiliza de um método terapêutico manual para localizar e tratar as restrições de mobilidade que podem atingir as estruturas do corpo humano.

Qualquer perda da mobilidade natural das articulações, ligamentos, músculos ou mesmo das vísceras, pode provocar profundos desequilíbrios no estado de saúde.
Quando utilizada corretamente por um profissional devidamente qualificado e habilitado, a Osteopatia além de não produzir efeitos colaterais costumam gerar uma resposta terapêutica rápida e segura.

Métodos:
Após uma minuciosa avaliação composta de interrogatório e análise aprofundada dos exames radiológicos e biológicos do paciente, o osteopata D.O vai poder definir com precisão as indicações e contra-indicações da terapia.
Com ajuda dos testes palpatórios específicos, o Osteopata D.O. localiza as zonas de restrição de movimento que estão comprometendo o estado de saúde. Utilizando as mãos o osteopata D.O.irá buscar, achar, e interferir no conjunto das estruturas prejudicadas em sua mobilidade, reorganizando-o e promovendo a sua reintegração no sistema corporal.
A idade e a morfologia corporal do paciente indicarão ao Osteopata D.O. a escolha da técnica mais confortável e adequada para cada caso.
Embora específico e eficiente, o procedimento deverá ser suave, sem dor, respeitando e utilizando sempre a mobilidade própria de cada tecido corporal.
Por exemplo: Um joelho ou um estômago são formados por tecidos diferentes, e ao perderem a mobilidade serão tratados com técnicas também diferentes, próprias a manipulação de cada tecido.
Indicações:
Embora a Osteopatia trate eficientemente as perturbações funcionais em sua origem, a avaliação médica convencional não pode e não deve ser dispensada.
- sistema ortopédico e locomotor: Entorses, tendinites, lombalgias, cervicalgias, dorsalgias, periatrite do ombro, dores articulares, escolioses, pubalgias, dores occygeaneos, ATM (articulação temporo-mandibular).
- sistema neurológico: ciatalgia, nevralgia cervico-braquial, nevralgia facial, cruralgia, nevralgia intercostal.
- sistema cardiovascular: problemas circulatórios dos membros inferiores, hemorróidas, palpitações, falta de ar.
- sistema digestivo: aerofagia, hérnia de hiato, colite, constipação, ptose.
- sistema genito-urinario: disfunções ginecológicas, cistite, esterilidade, disfunções sexuais, prostatites, acompanhamento da gravidez.
- sistema otorrino e cefálico: rinites, sinusites, asma, zumbidos, enxaqueca.
- sistema neurovegetativo: depressões, ansiedade, stress, disfunções do sono.
- seqüelas de traumatismos: acidentes de carro, quedas sobre quaisquer partes do corpo, principalmente crânio e cóccix.
- o recém nascido e a criança: o mecanismo do parto pode ser muitas vezes o primeiro traumatismo e estar na origem de diversas patologias tais como: estrabismo; refluxo; rinites, otites, disfunções do sono, dislexia, mal oclusão dentaria, atitude escoliótica.

A Osteopatia é antes de tudo uma medicina preventiva.
Um traumatismo físico ou emocional, mesmo insignificante e não percebido, pode, a curto, médio, ou longo prazo desencadear um desequilibro no organismo, o qual provocará alterações funcionais significativas e muitas vezes sem causa aparente.
Contra-indicações
Como na medicina, existem contra-indicações na prática da osteopatia.
Elas podem ser absolutas ou relativas, dependendo do caso.
As contra-indicações absolutas
• Reumatologia: poliartrite múltipla, espondiloartrite, todos os processos inflamatório-articulares, espondilolisteses, doença de Scheuermann
• Anomalias congênitas: Agnésia da apófise odontóide, hemi vértebra, bloc vertebral, sacralização ou lombalização, espina-bifida.
• Tumores malignos: primários ou secundares.
• Tumores benignos
• Doenças infecciosas: Tuberculose óssea, osteomalácia, osteomielite, osteoporose grave, doença de Paget..
• Traumatologia: Fraturas, luxações
• Disfunções circulatória: da base do crânio, compressão basilar, aneurisma da aórtia, arteriosclerose, trombose, hiperpressão, infarto do miocárdio..
• Disfunções neurológicas: síndrome piramidal, síndrome da cauda eqüina com disfunção da bexiga
• Prolapso discal com problema neurológico associado
• Pneumotórax
• Infecção bacteriana
• Tratamento esteroidiano

As contra-indicações relativas
• Disfunções psíquicas: psicose, histería, neurose
• Hérnias abdominais, ingnais ou crurais
• Nevralgias cranianas (durante a crise)
• Febre ou infecção

O tratamento osteopático existe sobretudo para as manipulações estruturais.
Existem técnicas para aliviar o paciente como a técnica cranio-sacral, que pode ser praticada sem perigo.
Formação do Osteopata
A formação de um osteopata está alicerçada em um profundo amplo e detalhado conhecimento da fisiologia e anatomia humanas, bem como da patologia geral, obtidos durante a graduação que compreende 06 anos de estudos em uma faculdade de Osteopatia, sendo os dois últimos anos de internato em hospitais ou clínicas especializadas.
É somente após completado esse ciclo de estudos que o estudante recebe o diploma que lhe confere o título de “Doutor em Osteopatia” ( Osteopata DO ) , habilitando-o ao exercício da profissão.

Disponível em:
http://www.registrodososteopatas.com.br/
Revista SaudeSP, 25 de Novembro de 2009

5 comentários:

  1. Acredito que todos os métodos terapeuticos são válidos, desde que o paciente não deixe de se observar também no método convencional.
    Abraço
    Re

    ResponderExcluir
  2. Concordo plenamente com Re, devemos sempre buscar a medicina paleativa, porém acompanhado do método convencional

    Obrigada pela sua participação
    Abraços

    ResponderExcluir
  3. COMO ENCONTRO UM BOM OSTEOPATA EM SP??
    GRATA
    REBECA

    ResponderExcluir
  4. Adriana,

    Gostaria que vc me indicasse algum osteopata - São Paulo/ SP
    Obrigada
    Roseli

    ResponderExcluir
  5. Mais informações sobre Osteopatia no site www.posturaesaude.com.br

    ResponderExcluir